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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A poesia que não está nos livros!

Você, querido leitor que se formou no Ensino Médio, ainda lembra-se das aulas de literatura? Você lembra dos famosos poemas que analisava, as interpretações e provas que tinham que fazer respondendo quais as características de determinado movimento literário ou quais as diferenças entre poema, poesia ou soneto? Acredito que a maioria não se lembra do que foi a literatura, se se lembra possui repúdio por algum motivo e não se recorda de qual foi a última vez que abriu um livro.
Eu poderia criar toda uma análise "psicológica" e averiguar quais os seus motivos por ter excesso ou ausência pelo gosto da literatura, mas o objetivo não é esse. Deixaremos problemas pessoais dentro de uma caixa.
"A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor". Definição bonita, mas você já parou para pensar que poesia é muito mais do que valores estéticos criados por autores considerados consagrados?
Em qual momento a sua vida vira uma poesia? Caro leitor, analisaremos juntos. Será que um momento feliz  poderia ser uma poesia? Por que não? Tem gente que fica feliz com um "oi", um abraço, um aperto de mão. Tem gente que fica feliz quando ajuda alguém. Quando se apaixona. Quando faz algo que é do seu agrado. Quando fala com alguém muito querido(a). Quando encontra alguém que gosta muito. Quando dá um presente, um beijo, um abraço. Quando manda uma mensagem bonita. Quando faz alguém sorrir. Todas as pessoas sentem-se felizes quando tiram um belo sorriso da pessoa que gosta, seja ela o amigo, o colega, o professor, a mãe, o pai, enfim. Leitor, você já parou para pensar quantas atitudes o faz poético? Tudo é poesia independente se há métrica ou não, depende do seu referencial adotado.
Eu poderia utilizar estas humildes linhas para contar sobre Miguel de Cervantes, Julio Verne, Alexandre Dumas, Raul Pompeia, Camões, Homero, o que desejarem. Falar de literatura em geral é uma dádiva para mim, mas hoje desejo falar de poetas que não estão nos livros didáticos, nem na biblioteca e muito menos na lista de obras que devem ser lidas para a Fuvest. Hoje quero falar de outro poeta: VOCÊ!
Onde vejo poesia no meu dia?
Hum... a pergunta pode parecer simples, porém induz a uma resposta bem complexa. No meu dia-a-dia eu tenho vários picos de poesia. Esta pode variar. Começa em um simples haikai e pode terminar em uma epopeia. Para ser sincera minhas poesias são determinadas pessoas, mas a maior poesia, que me satisfaz, é geralmente no fim do semestre. Não porque está acabando, muito pelo contrário, é que neste período eu posso demonstrar todos os meus versos, garanto que neste final de semestre estes pequenos versos irão transformar-se em uma verdadeira Odisseia. Que todos os deuses do Olimpo estejam preparados.
Obrigada, caro leitor, por ser o nosso poeta de cada dia! Que todos os seus versos possuam rima ou não. Quem faz o final é você.