(Mel Odom)
E nesta doce lira dos vinte anos não se sabe se ttolo coração não passa de uma cantiga de amigo, amor ou puro escárnio. Toda essa vassalagem amorosa ultrapassa os limites da mesura. Quem dera se acaso uma Catábase fosse fornecida para que encontrássemos a tão esperada sabedoria que Ulisses encontrou. Que Dante desça aos infernos, que Gil construa quantas barcas forem necessárias, o inferno é terreno. Este coração é um inferno. Consílio dos Deuses, Gigante Adamastor, Ilha dos amores, quem disse que vivemos em equíbrio? Vivemos inconstantemente oscilando entre locus horrendus e locus amoenus. Carpe Diem? Em qual ponto de vista? O que seria e como se faria isso? É puramente subjetivo e talvez ambíguo.
Ah, o amor... uma espada de dois gumes. Ou confessa ou morre com ele, e acreditem, há muitos que preferem morrer com ele.
O jovem Werther encontrou a solução na sua possível "ficção". Castelo Branco encontrou a solução na vida real. Ambos mortos por um tiro das próprias mãos!
"Amemos! quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos[...]
Quero viver um momento,