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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Só por teus olhos viver eu podia!

De mim não saberás como te adoro;
Não te direi jamais,
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega
Esta paixão voraz!...

- Vai, poeta. Diga-me onde está toda a formosura da bela donzela e eu te direi os segredos do coração.
 - Fui, doce jasmim e encontrei na beleza da donzela toda a doçura e encanto de uma pétala de rosa.
- E o que fez com os espinhos?
- Apertei!
- Como pode cometer tal ato insano?
- Os espinhos servem para ensinar.
- Ensinar o quê? A dor? (tom irônico)
- Ensinar o amor!
- Seja menos metafórico, assim o compreenderei.
- Perdão, deixei-me levar pelo êxtase, nas metáforas e nas declamações! Ser incompreendido é o destino de muitos de nós.
- Pois bem, explique!
- Ás vezes o amor é assim, bonito por fora, como uma rosa, porém quando nos aproximamos ganhando sua confiança, quando tocamos pode doer e fazer sangrar! Se desespera, grita, chora até cessar a dor.
- E a moral disso tudo?
- É simples, meu amigo, há duas opções: continua apertando bem fundo para ver o quanto pode sangrar, ignorando os defeitos dessa rosa, focando-se nas qualidades sem desistir para ver que às vezes o caminho árduo traz êxito. Ou apenas pode cortar a rosa e colocá-la em um vaso, porém não poderá tocá-la até o dia que murchar e morrer sozinha, assim ninguém irá se machucar.
- E se eu não declarar esse amor à amada?
- Isso dependerá da razão de cada um, meu caro amigo.
- E qual é a razão?
- Às vezes o amor é assim... nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê... porque o amor é assim mesmo... Sente-se apenas! Cabe a você saber por quem valerá à pena lutar!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Verba volant... scripta manent!


Precisaria dizer-lhe, meu amigo, a você que sofreu vezes vendo-me passar da tristeza ao desregramento, e de uma doce melancolia a uma paixão devoradora? Também, trato meu pobre coração como se fosse uma criança doente: dou-lhe tudo o que pede. Mas não diga a ninguém: há pessoas que não me compreenderiam.
A poesia, as palavras de um poeta permanecem, mesmo Cronos sendo este ser tão inexorável! Ninguém me tira o coração!

sábado, 31 de dezembro de 2011

A última poesia de um ano quase (in)acabado.


Caros Leitores,

Poderia eu compor-lhes uma singela poesia ou um soneto. Talvez uma oitava ou até mesmo uma cantiga com motes e glosas, medidas nova ou velha, mas o ano encerra-se em algumas horas, que não são poucas, e as palavras não pretendem carregar algum tipo de polissemia. Iremos deixar as composições literárias para um momento mais oportuno!
Ah, 2011... quem poderá contar-me sobre você? Eu e mais alguns, talvez...
Leitor, você já parou para pensar em todas as suas atitudes e palavras que foram realizadas nesse ano que vai embora? Provavelmente serão as mais diversas conclusões e os mais diversos sentimentos: amor, decepção, raiva, tristeza, alegria, tédio, paixão, entre outros. Acredito que todos passam por todas as fases na vida.
Meia-noite é a tão chegada hora de fazer pedidos e renovar os planos. Isso inclui tudo aquilo que vou fazer, que acho que farei, que nunca farei (novamente) e que fiz e vou repetir, enfim... depende de cada um.
Algumas vezes, achamos que aquele ano não foi bom o suficiente, devido a isso, o ano seguinte irá trazer algo inédito ou até mesmo desacreditamos em tudo. Pensamos que não importa o ano, tudo sempre sairá errado.
Pare!
Você já parou para pensar que toda a sua vida é controlada por um mero calendário? Pois é isso mesmo, uma folha de papel controla a sua vida. Quanta irônia! Quanta simbologia!
Leitor, sei que em determinadas situações nós não nos fazemos felizes sozinhos, sempre estamos precisando de alguém para algo. Muitas vezes, esse indivíduo pode chateá-lo ou alegrá-lo, intencionalmente ou não, é difícil quando julgamos alguém e não olhamos para os nossos próprios erros.
Acredito que só pelo fato de você acreditar que tudo irá dar certo e começar a tentar passar isso para as atitudes, é uma progressão. Tem gente que nem o sentimento de otimismo possui dentro de si, acho isso triste. Independente se vai dar certo ou não, vamos com calma, não dá para tentar adivinhar na bola de cristal e começar a sofrer por antecipação.
Não me venha dizer que "a vida é assim". Não! Quem foi que disse que tudo acontece porque a vida é assim? Essa é a pior resposta que alguém pode receber em um momento de desespero. A vida não é assim! Muitas vezes as pessoas deixam-a assim! A atitude mais sábia que podemos ter é analisar, refletir e tentar achar uma solução plausível.
Quanto a mim? O que eu espero de 2012? Sei lá, tem tanta coisa que ainda não cumpri desde o dia que aprendi a fazer planos futuros. 
O que posso dizer a vocês é que desejo que as pessoas que "escolhi" para amar possam viver muito para estar ao meu lado. Apaixono-me pelas pessoas com muita facilidade. Para gostar de você não é preciso muito esforço, mas apenas por algumas meu coração bate com intensidade e posso chamar de amigo ou parente por consideração. Você bem sabe que exitem muitos irmãos que não compartilham do mesmo gene!
E aqui vai a minha mensagem:
Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho! 
(Trecho de um soneto de Luís Vaz de Camões)

2012, venha, meu coração está com pressa,  Nosso futuro recomeça: Venha que o que vem é perfeição...




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A poesia que não está nos livros!

Você, querido leitor que se formou no Ensino Médio, ainda lembra-se das aulas de literatura? Você lembra dos famosos poemas que analisava, as interpretações e provas que tinham que fazer respondendo quais as características de determinado movimento literário ou quais as diferenças entre poema, poesia ou soneto? Acredito que a maioria não se lembra do que foi a literatura, se se lembra possui repúdio por algum motivo e não se recorda de qual foi a última vez que abriu um livro.
Eu poderia criar toda uma análise "psicológica" e averiguar quais os seus motivos por ter excesso ou ausência pelo gosto da literatura, mas o objetivo não é esse. Deixaremos problemas pessoais dentro de uma caixa.
"A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor". Definição bonita, mas você já parou para pensar que poesia é muito mais do que valores estéticos criados por autores considerados consagrados?
Em qual momento a sua vida vira uma poesia? Caro leitor, analisaremos juntos. Será que um momento feliz  poderia ser uma poesia? Por que não? Tem gente que fica feliz com um "oi", um abraço, um aperto de mão. Tem gente que fica feliz quando ajuda alguém. Quando se apaixona. Quando faz algo que é do seu agrado. Quando fala com alguém muito querido(a). Quando encontra alguém que gosta muito. Quando dá um presente, um beijo, um abraço. Quando manda uma mensagem bonita. Quando faz alguém sorrir. Todas as pessoas sentem-se felizes quando tiram um belo sorriso da pessoa que gosta, seja ela o amigo, o colega, o professor, a mãe, o pai, enfim. Leitor, você já parou para pensar quantas atitudes o faz poético? Tudo é poesia independente se há métrica ou não, depende do seu referencial adotado.
Eu poderia utilizar estas humildes linhas para contar sobre Miguel de Cervantes, Julio Verne, Alexandre Dumas, Raul Pompeia, Camões, Homero, o que desejarem. Falar de literatura em geral é uma dádiva para mim, mas hoje desejo falar de poetas que não estão nos livros didáticos, nem na biblioteca e muito menos na lista de obras que devem ser lidas para a Fuvest. Hoje quero falar de outro poeta: VOCÊ!
Onde vejo poesia no meu dia?
Hum... a pergunta pode parecer simples, porém induz a uma resposta bem complexa. No meu dia-a-dia eu tenho vários picos de poesia. Esta pode variar. Começa em um simples haikai e pode terminar em uma epopeia. Para ser sincera minhas poesias são determinadas pessoas, mas a maior poesia, que me satisfaz, é geralmente no fim do semestre. Não porque está acabando, muito pelo contrário, é que neste período eu posso demonstrar todos os meus versos, garanto que neste final de semestre estes pequenos versos irão transformar-se em uma verdadeira Odisseia. Que todos os deuses do Olimpo estejam preparados.
Obrigada, caro leitor, por ser o nosso poeta de cada dia! Que todos os seus versos possuam rima ou não. Quem faz o final é você.

sábado, 3 de setembro de 2011

A falta do excesso.

Onde encontra-se toda a inspiração que o poeta depositava em cada lugar que passava?
A falta das palavras explicam-se no excesso das sensações.
Caro leitor, quantas vezes você quis dizer, gritar ou apenas rabiscar sentimentos, mas por falta de palavras inexistentes aquilo limitou-se apenas na vontade?
O coração pode ser tão ingrato...
Quantas vezes você traiu-se? Quantas vezes você prometeu a si mesmo que nunca mais faria aquilo e fez?
Ah, ingrato coração!
O mundo das paixões é o mundo do desequilíbrio.
Caprichoso como uma criança, não se deve contudo retrair-se no trato do tempo, bastando que sejamos humildes e dóceis diante da sua vontade, abstendo-nos de agir quando ele exigir de nós a ação, que o tempo sabe ser bom, o tempo é largo, o tempo é grande, é sempre abundante em suas entregas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ai de mim se for amor!

Amar:

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

***
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Idade de ser Feliz.



Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.