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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ai de mim se for amor!

Amar:

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

***
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Idade de ser Feliz.



Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

sábado, 30 de julho de 2011

Um cadáver de poeta ...

" Levem ao túmulo aquele que parece um cadáver! Tu
não pesaste sobre a terra: a terra te seja leve!"

 I  
De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!

Morrer! e resvalar na sepultura,
Frias na fronte as ilusões — no peito
Quebrado o coração!
Nem saudades levar da vida impura
Onde arquejou de fome... sem um leito!
Em treva e solidão!

Tu foste como o sol; tu parecias
Ter na aurora da vida a eternidade
Na larga fronte escrita...
Porém não voltarás como surgias!
Apagou-se teu sol da mocidade
Numa treva maldita!

Tua estrela mentiu. E do fadário
De tua vida a página primeira
Na tumba se rasgou...
Pobre gênio de Deus, nem um sudário!
Nem túmulo nem cruz! como a caveira
Que um lobo devorou!...

Na doce Lira dos Vinte anos é onde encontro-me... perdida nesses amores, perdida nesse mal-do-sécuro...
Quantos sonetos e liras serão necessários para expressar tamanho sentimento? O Tempo é o nosso maior fardo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ausência de inspiração!

Naquela grande grande casa há cinqüenta portas e uma
delas leva ao seu coração.
Na primavera passei por seu portão e
tentei reatar.
Tudo que eu conhecia era o cheiro do mar e do orvalho, mas eu já me
apaixonei antes. E você?
Há uma hora para as coisas boas na vida, uma hora para matar
a dor.
Sonhe com a felicidade, Rainha da Chuiva.
Naquela grande e velha casa há cinqüenta camas e uma
delas leva até sua alma.
Está na hora de fazer apostas na vida, eu joguei
jogos de azar na vida
sonhar com o bons momentos, Rainha da chuva.
Tempo passou em que eu escrevi seu nome no céu
Voe, voe para longe, tchau tchau
 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Antes das seis...


Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
- Quero ficar só com você

O céu é vasto. Faz um tempo desde que você esteve aqui. Anjo caído, com sonhos despedaçados tentando entender tudo o que você viu. Deixa para lá. Anjo caído, esqueça tudo, apenas acredite e você verá todas as coisas boas que a sua vida pode ser... E esse anoitecer torna-se amanhecer. Ainda assim, você está espancado nos seus pensamentos. E você se pergunta se pode seguir em frente.

Onde está o sentido nisso? Eu prometo que não estou tentando dificultar sua vida. Mas eu irei naufragar com esse navio. Eu estou apaixonada e sempre estarei. E eu não causei nada além de problemas, eu entendo se você não pode falar comigo. E quando nos encontramos como tenho certeza que iremos, tudo o que era antes ainda estará lá. Eu deixarei passar e ficarei de boca fechada e você vai pensar que eu parti pra outra...

Quando lemos determinados livros, se nos identificamos com a história, considerando algo pessoal, determinamos que é auto-ajuda, porém nunca vi ninguém classificar as músicas assim.
Leitor, por acaso você sabe tomar as melhores decisões para a sua vida?
O avatar escolheu viver para sempre no mundo paralelo desligando-se completamente do seu corpo real...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

X + Y = Z

Nesses paradigmas da vida perambulo à procura do sintagma. Talvez já tenha encontrado-o e por determinado motivo oculto ainda não se manifestou, ou talvez ainda não o encontrei. Quem sabe em um belo Outono, por meio da janela, observarei o dia nublado com uma garoa acompanhada por uma leve brisa. Cronos fará uma visita ao meu aposento para confessar-lhe seus reais propósitos. Talvez em um belo dia...
O Olimpo seria capaz de definir minhas angústias? Seria capaz de explicar-me o fundamento da dopamina? E por acaso o homo sapiens sapiens possui explicação? Seria eu capaz de saber se minha realidade paralela não passa de uma simples conotação? Devaneios jogados ao vento... Quem acolherá os sonhos gritantes que em suas oscilações suplicam por algo denotativo?
Não há como identificar o que pode ser mais penoso: a busca da cura ou o esquecimento? O poeta ficou com a memória suscetível. Quem dera se acaso ele recordasse dos seus rascunhos, suas implícitas palavras e o mais fundamental, o porquê daquelas palavras, em qual situação encontrava-se. Após um determinado espaço de tempo, quando o poeta depara-se com escritas anteriores, percebe que as simples palavras não ultrapassam formas sintáticas, formas lexicais ou pragmáticas, mas a semântica perdeu-se na vasta memória.
Quem seria o dono de tais composições? E se a solução vier das Leis da Metafísica? O que Kant diria? Sei que Bento diria que sou uma cigana com olhos oblíquos e dissimulados, simples como olhos de ressaca. Poe seria mais objetivo, "está tudo acabado; escrevam: Ela já não o é". Caeiro indicar-me-ia algo mais devaneador, eu poderia ser uma pastora de rebanhos que negasse a metafísica e pensaria em não pensar em nada. Caso não haja solução crie heterônimos.
Tudo pode resumir-se em um amor que arde sem se ver, uma dor que desatina sem doer e um contentamento descontente.
Nessa incógnita da vida a única certeza é a do saber que não se sabe.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Que eu viva, que tu vivas, que ele viva! Vivamos nós.

        
Você é daquelas pessoas que sofre por antecipação?

No caminho ficam muitas lágrimas, mas quando é chegada a hora, a pessoa não derrama uma lágrima sequer. São as controvérsias desta vida paradoxal.
Se sou paradoxal? Me disseram que sim, mas depende do contexto (eu acho).
Mais um ciclo encerra-se com louvor. As lágrimas são de alegria e saudade que pessoas especiais deixarão... Uma coisa é fato, se for para viver sem desafios, não posso chamar essa sobrevivência de vida. Sobreviver é fácil, todos os seres humanos sobrevivem, basta comportar-se de maneira adequada para com sua cadeia alimentar. Viver? Já é algo mais complexo, poucos sabem viver. Eu primeiro vivo. A sobrevivência é apenas um ato sequencial. 
Sobreviver vem do latim supervivĕre, significa continuar existindo. Muitas pessoas estão a sobreviver, sobrevivendo ou sobreviveram, não interessa se sua situação é no infinitivo, gerúndio ou partícipio passado, apenas vivem intransitivamente, sem nenhum complemento.
Viver é diferente. Viver é aproveitar a vida, é ter, é existir. É viver com, viver de, viver para algo... Quero viver, estou vivendo e tenho vivido! Porém prefiro que seja transitivo.
        
        "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Apenas sei que nesse tabuleiro de xadrez que é a vida, só saberei que peça eu sou quando derem xeque-mate!