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quinta-feira, 30 de junho de 2011

X + Y = Z

Nesses paradigmas da vida perambulo à procura do sintagma. Talvez já tenha encontrado-o e por determinado motivo oculto ainda não se manifestou, ou talvez ainda não o encontrei. Quem sabe em um belo Outono, por meio da janela, observarei o dia nublado com uma garoa acompanhada por uma leve brisa. Cronos fará uma visita ao meu aposento para confessar-lhe seus reais propósitos. Talvez em um belo dia...
O Olimpo seria capaz de definir minhas angústias? Seria capaz de explicar-me o fundamento da dopamina? E por acaso o homo sapiens sapiens possui explicação? Seria eu capaz de saber se minha realidade paralela não passa de uma simples conotação? Devaneios jogados ao vento... Quem acolherá os sonhos gritantes que em suas oscilações suplicam por algo denotativo?
Não há como identificar o que pode ser mais penoso: a busca da cura ou o esquecimento? O poeta ficou com a memória suscetível. Quem dera se acaso ele recordasse dos seus rascunhos, suas implícitas palavras e o mais fundamental, o porquê daquelas palavras, em qual situação encontrava-se. Após um determinado espaço de tempo, quando o poeta depara-se com escritas anteriores, percebe que as simples palavras não ultrapassam formas sintáticas, formas lexicais ou pragmáticas, mas a semântica perdeu-se na vasta memória.
Quem seria o dono de tais composições? E se a solução vier das Leis da Metafísica? O que Kant diria? Sei que Bento diria que sou uma cigana com olhos oblíquos e dissimulados, simples como olhos de ressaca. Poe seria mais objetivo, "está tudo acabado; escrevam: Ela já não o é". Caeiro indicar-me-ia algo mais devaneador, eu poderia ser uma pastora de rebanhos que negasse a metafísica e pensaria em não pensar em nada. Caso não haja solução crie heterônimos.
Tudo pode resumir-se em um amor que arde sem se ver, uma dor que desatina sem doer e um contentamento descontente.
Nessa incógnita da vida a única certeza é a do saber que não se sabe.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Que eu viva, que tu vivas, que ele viva! Vivamos nós.

        
Você é daquelas pessoas que sofre por antecipação?

No caminho ficam muitas lágrimas, mas quando é chegada a hora, a pessoa não derrama uma lágrima sequer. São as controvérsias desta vida paradoxal.
Se sou paradoxal? Me disseram que sim, mas depende do contexto (eu acho).
Mais um ciclo encerra-se com louvor. As lágrimas são de alegria e saudade que pessoas especiais deixarão... Uma coisa é fato, se for para viver sem desafios, não posso chamar essa sobrevivência de vida. Sobreviver é fácil, todos os seres humanos sobrevivem, basta comportar-se de maneira adequada para com sua cadeia alimentar. Viver? Já é algo mais complexo, poucos sabem viver. Eu primeiro vivo. A sobrevivência é apenas um ato sequencial. 
Sobreviver vem do latim supervivĕre, significa continuar existindo. Muitas pessoas estão a sobreviver, sobrevivendo ou sobreviveram, não interessa se sua situação é no infinitivo, gerúndio ou partícipio passado, apenas vivem intransitivamente, sem nenhum complemento.
Viver é diferente. Viver é aproveitar a vida, é ter, é existir. É viver com, viver de, viver para algo... Quero viver, estou vivendo e tenho vivido! Porém prefiro que seja transitivo.
        
        "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Apenas sei que nesse tabuleiro de xadrez que é a vida, só saberei que peça eu sou quando derem xeque-mate!

         

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um pouco de chuva. Amor, Porquê? Meu amor se foi...

Dessa vez não desejo publicar nenhum tipo de poesia, prosa, música, muito menos algum texto com teor filosófico. Há dias que desejo simplesmente escrever sobre a vida, mas às vezes fico presa a determinados modelos de texto criados por mim como se fossem padrões que devem ser seguidos. Se fujo desses contextos penso que acabo fugindo do objetivo, mas paro e reflito: que objetivo seria este?
Se eu tentar falar, você não vai ouvir. Se eu fujir neste exato momento não iria resolver minha situação. Se você quiser partir, sei que não quero chorar, mas percebi que em determinados momentos a distância ajuda. Será que um dia essa tempestade vai passar? Eu quero lembrá-lo que um dia andamos juntos nas estrelas. Parecia que só queríamos amar e amar.
Acho que hoje eu tenho alguma certeza de que uma história nunca terá fim e não acabará agora. Tenho a esperança que um dia essa tempestade vai acabar...
Quando toda essa chuva passar e esse tempo melhorar você irá abrir a janela e ver que eu sou o sol... O meu amor é imensidão...
Ao mesmo tempo que sou totalmente independente e acredito não precisar de terceiros para conseguir muitas coisas, a não ser com meu próprio esforço, percebo que surge uma fragilidade imensa para outras questões. Quem dera se simples declinações latinas resolvessem a sentença da vida.
Afinal, o que somos? Nem sei a ambiguidade que está contida em cada linha, ou melhor, não sei qual das duas semânticas está sendo descrita. Eu poderia escrever linhas infinitas de palavras, mas os pensamentos voam e não acompanham a melodia da escrita. Amanhã terei a convicção de que não sei o que significa a maior parte destas palavras. Faço tanta análise, seja ela uma "tragédia brasileira" ou uma "festa", mas e a análise sobre mim? Quem faz? Se eu conseguisse...
No final é você que sempre acaba chorando sozinho, ouvindo uma melodia triste e compondo um texto para tentar se libertar...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O título que não se manifestou.

E se eu confessar que gostaria que o vento tomasse consciência das súplicas que pairam neste sistema circulatório? Aquilo que faz meu sangue pulsar está em decadência. Tudo o que sei não poderá modificar uma alma desesperada?
E se um sonho paralelo interferisse em uma realidade? Seria a prova de que determinados sonhos podem concretizar-se? Quais as consequências de um sonho concretizado? Seria eu uma espécie de Dom?
O que seria de fato?
Tudo o que é diacrônico permanece em mim, o tema está presente constantemente, o rema não passa de mera consequência...