De mim não saberás como te adoro;
Não te direi jamais,
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega
Esta paixão voraz!...
- Vai, poeta. Diga-me onde está toda a formosura da bela donzela e eu te direi os segredos do coração.
- Fui, doce jasmim e encontrei na beleza da donzela toda a doçura e encanto de uma pétala de rosa.
- E o que fez com os espinhos?
- Apertei!
- Como pode cometer tal ato insano?
- Os espinhos servem para ensinar.
- Ensinar o quê? A dor? (tom irônico)
- Ensinar o amor!
- Seja menos metafórico, assim o compreenderei.
- Perdão, deixei-me levar pelo êxtase, nas metáforas e nas declamações! Ser incompreendido é o destino de muitos de nós.
- Pois bem, explique!
- Ás vezes o amor é assim, bonito por fora, como uma rosa, porém quando nos aproximamos ganhando sua confiança, quando tocamos pode doer e fazer sangrar! Se desespera, grita, chora até cessar a dor.
- E a moral disso tudo?
- É simples, meu amigo, há duas opções: continua apertando bem fundo para ver o quanto pode sangrar, ignorando os defeitos dessa rosa, focando-se nas qualidades sem desistir para ver que às vezes o caminho árduo traz êxito. Ou apenas pode cortar a rosa e colocá-la em um vaso, porém não poderá tocá-la até o dia que murchar e morrer sozinha, assim ninguém irá se machucar.
- E se eu não declarar esse amor à amada?
- Isso dependerá da razão de cada um, meu caro amigo.
- E qual é a razão?
- Às vezes o amor é assim... nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê... porque o amor é assim mesmo... Sente-se apenas! Cabe a você saber por quem valerá à pena lutar!