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terça-feira, 17 de abril de 2012

A menina que não roubava livros.

Três anos atrás. Um livro lido. Trechos anotados. Uma promessa. Isso tudo para escrever quando lhe acontecesse.
Posso lhe jurar que nós duas nos reconhecemos naquele exato momento. Eu a conheço, pensei. Ela não recuou nem tentou combater-me. Será que ouviu meu maldito bater circular do coração, girando como o crime que ele é em meu peito mortífero? Não sei, mas ela me conhecia, fitou-me cara a cara e não desviou o olhar.

Uma singela conclusão. Um trecho que não fora anotado: O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior.

Silêncio: ausência de som ou ruído. Vocábulos correlatos: quietude, calma, paz.

Toda promessa deve ser cumprida, mesmo se anos já se passaram!

domingo, 8 de abril de 2012

Notas de rodapé de um narrador-personagem.


Não! Eu não quero que me entendam, até mesmo porque nem eu sou capaz de tal proeza. Apenas peço que respeitem os meus amores, as minhas paixões, as minhas iras, os meus receios, os meus devaneios, os meus (des)apegos, as minhas vidas, os meus mundos, os meus locus e minhas possíveis (in)diferenças. Qualquer um pode entrar no meu mundo, mas quem permanece, apenas eu decido.
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando.


She expected the world...
And dreamed of paradise 
Every time she closed her eyes!