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sábado, 31 de dezembro de 2011

A última poesia de um ano quase (in)acabado.


Caros Leitores,

Poderia eu compor-lhes uma singela poesia ou um soneto. Talvez uma oitava ou até mesmo uma cantiga com motes e glosas, medidas nova ou velha, mas o ano encerra-se em algumas horas, que não são poucas, e as palavras não pretendem carregar algum tipo de polissemia. Iremos deixar as composições literárias para um momento mais oportuno!
Ah, 2011... quem poderá contar-me sobre você? Eu e mais alguns, talvez...
Leitor, você já parou para pensar em todas as suas atitudes e palavras que foram realizadas nesse ano que vai embora? Provavelmente serão as mais diversas conclusões e os mais diversos sentimentos: amor, decepção, raiva, tristeza, alegria, tédio, paixão, entre outros. Acredito que todos passam por todas as fases na vida.
Meia-noite é a tão chegada hora de fazer pedidos e renovar os planos. Isso inclui tudo aquilo que vou fazer, que acho que farei, que nunca farei (novamente) e que fiz e vou repetir, enfim... depende de cada um.
Algumas vezes, achamos que aquele ano não foi bom o suficiente, devido a isso, o ano seguinte irá trazer algo inédito ou até mesmo desacreditamos em tudo. Pensamos que não importa o ano, tudo sempre sairá errado.
Pare!
Você já parou para pensar que toda a sua vida é controlada por um mero calendário? Pois é isso mesmo, uma folha de papel controla a sua vida. Quanta irônia! Quanta simbologia!
Leitor, sei que em determinadas situações nós não nos fazemos felizes sozinhos, sempre estamos precisando de alguém para algo. Muitas vezes, esse indivíduo pode chateá-lo ou alegrá-lo, intencionalmente ou não, é difícil quando julgamos alguém e não olhamos para os nossos próprios erros.
Acredito que só pelo fato de você acreditar que tudo irá dar certo e começar a tentar passar isso para as atitudes, é uma progressão. Tem gente que nem o sentimento de otimismo possui dentro de si, acho isso triste. Independente se vai dar certo ou não, vamos com calma, não dá para tentar adivinhar na bola de cristal e começar a sofrer por antecipação.
Não me venha dizer que "a vida é assim". Não! Quem foi que disse que tudo acontece porque a vida é assim? Essa é a pior resposta que alguém pode receber em um momento de desespero. A vida não é assim! Muitas vezes as pessoas deixam-a assim! A atitude mais sábia que podemos ter é analisar, refletir e tentar achar uma solução plausível.
Quanto a mim? O que eu espero de 2012? Sei lá, tem tanta coisa que ainda não cumpri desde o dia que aprendi a fazer planos futuros. 
O que posso dizer a vocês é que desejo que as pessoas que "escolhi" para amar possam viver muito para estar ao meu lado. Apaixono-me pelas pessoas com muita facilidade. Para gostar de você não é preciso muito esforço, mas apenas por algumas meu coração bate com intensidade e posso chamar de amigo ou parente por consideração. Você bem sabe que exitem muitos irmãos que não compartilham do mesmo gene!
E aqui vai a minha mensagem:
Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho! 
(Trecho de um soneto de Luís Vaz de Camões)

2012, venha, meu coração está com pressa,  Nosso futuro recomeça: Venha que o que vem é perfeição...




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A poesia que não está nos livros!

Você, querido leitor que se formou no Ensino Médio, ainda lembra-se das aulas de literatura? Você lembra dos famosos poemas que analisava, as interpretações e provas que tinham que fazer respondendo quais as características de determinado movimento literário ou quais as diferenças entre poema, poesia ou soneto? Acredito que a maioria não se lembra do que foi a literatura, se se lembra possui repúdio por algum motivo e não se recorda de qual foi a última vez que abriu um livro.
Eu poderia criar toda uma análise "psicológica" e averiguar quais os seus motivos por ter excesso ou ausência pelo gosto da literatura, mas o objetivo não é esse. Deixaremos problemas pessoais dentro de uma caixa.
"A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor". Definição bonita, mas você já parou para pensar que poesia é muito mais do que valores estéticos criados por autores considerados consagrados?
Em qual momento a sua vida vira uma poesia? Caro leitor, analisaremos juntos. Será que um momento feliz  poderia ser uma poesia? Por que não? Tem gente que fica feliz com um "oi", um abraço, um aperto de mão. Tem gente que fica feliz quando ajuda alguém. Quando se apaixona. Quando faz algo que é do seu agrado. Quando fala com alguém muito querido(a). Quando encontra alguém que gosta muito. Quando dá um presente, um beijo, um abraço. Quando manda uma mensagem bonita. Quando faz alguém sorrir. Todas as pessoas sentem-se felizes quando tiram um belo sorriso da pessoa que gosta, seja ela o amigo, o colega, o professor, a mãe, o pai, enfim. Leitor, você já parou para pensar quantas atitudes o faz poético? Tudo é poesia independente se há métrica ou não, depende do seu referencial adotado.
Eu poderia utilizar estas humildes linhas para contar sobre Miguel de Cervantes, Julio Verne, Alexandre Dumas, Raul Pompeia, Camões, Homero, o que desejarem. Falar de literatura em geral é uma dádiva para mim, mas hoje desejo falar de poetas que não estão nos livros didáticos, nem na biblioteca e muito menos na lista de obras que devem ser lidas para a Fuvest. Hoje quero falar de outro poeta: VOCÊ!
Onde vejo poesia no meu dia?
Hum... a pergunta pode parecer simples, porém induz a uma resposta bem complexa. No meu dia-a-dia eu tenho vários picos de poesia. Esta pode variar. Começa em um simples haikai e pode terminar em uma epopeia. Para ser sincera minhas poesias são determinadas pessoas, mas a maior poesia, que me satisfaz, é geralmente no fim do semestre. Não porque está acabando, muito pelo contrário, é que neste período eu posso demonstrar todos os meus versos, garanto que neste final de semestre estes pequenos versos irão transformar-se em uma verdadeira Odisseia. Que todos os deuses do Olimpo estejam preparados.
Obrigada, caro leitor, por ser o nosso poeta de cada dia! Que todos os seus versos possuam rima ou não. Quem faz o final é você.

sábado, 3 de setembro de 2011

A falta do excesso.

Onde encontra-se toda a inspiração que o poeta depositava em cada lugar que passava?
A falta das palavras explicam-se no excesso das sensações.
Caro leitor, quantas vezes você quis dizer, gritar ou apenas rabiscar sentimentos, mas por falta de palavras inexistentes aquilo limitou-se apenas na vontade?
O coração pode ser tão ingrato...
Quantas vezes você traiu-se? Quantas vezes você prometeu a si mesmo que nunca mais faria aquilo e fez?
Ah, ingrato coração!
O mundo das paixões é o mundo do desequilíbrio.
Caprichoso como uma criança, não se deve contudo retrair-se no trato do tempo, bastando que sejamos humildes e dóceis diante da sua vontade, abstendo-nos de agir quando ele exigir de nós a ação, que o tempo sabe ser bom, o tempo é largo, o tempo é grande, é sempre abundante em suas entregas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ai de mim se for amor!

Amar:

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

***
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Idade de ser Feliz.



Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

sábado, 30 de julho de 2011

Um cadáver de poeta ...

" Levem ao túmulo aquele que parece um cadáver! Tu
não pesaste sobre a terra: a terra te seja leve!"

 I  
De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!

Morrer! e resvalar na sepultura,
Frias na fronte as ilusões — no peito
Quebrado o coração!
Nem saudades levar da vida impura
Onde arquejou de fome... sem um leito!
Em treva e solidão!

Tu foste como o sol; tu parecias
Ter na aurora da vida a eternidade
Na larga fronte escrita...
Porém não voltarás como surgias!
Apagou-se teu sol da mocidade
Numa treva maldita!

Tua estrela mentiu. E do fadário
De tua vida a página primeira
Na tumba se rasgou...
Pobre gênio de Deus, nem um sudário!
Nem túmulo nem cruz! como a caveira
Que um lobo devorou!...

Na doce Lira dos Vinte anos é onde encontro-me... perdida nesses amores, perdida nesse mal-do-sécuro...
Quantos sonetos e liras serão necessários para expressar tamanho sentimento? O Tempo é o nosso maior fardo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ausência de inspiração!

Naquela grande grande casa há cinqüenta portas e uma
delas leva ao seu coração.
Na primavera passei por seu portão e
tentei reatar.
Tudo que eu conhecia era o cheiro do mar e do orvalho, mas eu já me
apaixonei antes. E você?
Há uma hora para as coisas boas na vida, uma hora para matar
a dor.
Sonhe com a felicidade, Rainha da Chuiva.
Naquela grande e velha casa há cinqüenta camas e uma
delas leva até sua alma.
Está na hora de fazer apostas na vida, eu joguei
jogos de azar na vida
sonhar com o bons momentos, Rainha da chuva.
Tempo passou em que eu escrevi seu nome no céu
Voe, voe para longe, tchau tchau
 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Antes das seis...


Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
- Quero ficar só com você

O céu é vasto. Faz um tempo desde que você esteve aqui. Anjo caído, com sonhos despedaçados tentando entender tudo o que você viu. Deixa para lá. Anjo caído, esqueça tudo, apenas acredite e você verá todas as coisas boas que a sua vida pode ser... E esse anoitecer torna-se amanhecer. Ainda assim, você está espancado nos seus pensamentos. E você se pergunta se pode seguir em frente.

Onde está o sentido nisso? Eu prometo que não estou tentando dificultar sua vida. Mas eu irei naufragar com esse navio. Eu estou apaixonada e sempre estarei. E eu não causei nada além de problemas, eu entendo se você não pode falar comigo. E quando nos encontramos como tenho certeza que iremos, tudo o que era antes ainda estará lá. Eu deixarei passar e ficarei de boca fechada e você vai pensar que eu parti pra outra...

Quando lemos determinados livros, se nos identificamos com a história, considerando algo pessoal, determinamos que é auto-ajuda, porém nunca vi ninguém classificar as músicas assim.
Leitor, por acaso você sabe tomar as melhores decisões para a sua vida?
O avatar escolheu viver para sempre no mundo paralelo desligando-se completamente do seu corpo real...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

X + Y = Z

Nesses paradigmas da vida perambulo à procura do sintagma. Talvez já tenha encontrado-o e por determinado motivo oculto ainda não se manifestou, ou talvez ainda não o encontrei. Quem sabe em um belo Outono, por meio da janela, observarei o dia nublado com uma garoa acompanhada por uma leve brisa. Cronos fará uma visita ao meu aposento para confessar-lhe seus reais propósitos. Talvez em um belo dia...
O Olimpo seria capaz de definir minhas angústias? Seria capaz de explicar-me o fundamento da dopamina? E por acaso o homo sapiens sapiens possui explicação? Seria eu capaz de saber se minha realidade paralela não passa de uma simples conotação? Devaneios jogados ao vento... Quem acolherá os sonhos gritantes que em suas oscilações suplicam por algo denotativo?
Não há como identificar o que pode ser mais penoso: a busca da cura ou o esquecimento? O poeta ficou com a memória suscetível. Quem dera se acaso ele recordasse dos seus rascunhos, suas implícitas palavras e o mais fundamental, o porquê daquelas palavras, em qual situação encontrava-se. Após um determinado espaço de tempo, quando o poeta depara-se com escritas anteriores, percebe que as simples palavras não ultrapassam formas sintáticas, formas lexicais ou pragmáticas, mas a semântica perdeu-se na vasta memória.
Quem seria o dono de tais composições? E se a solução vier das Leis da Metafísica? O que Kant diria? Sei que Bento diria que sou uma cigana com olhos oblíquos e dissimulados, simples como olhos de ressaca. Poe seria mais objetivo, "está tudo acabado; escrevam: Ela já não o é". Caeiro indicar-me-ia algo mais devaneador, eu poderia ser uma pastora de rebanhos que negasse a metafísica e pensaria em não pensar em nada. Caso não haja solução crie heterônimos.
Tudo pode resumir-se em um amor que arde sem se ver, uma dor que desatina sem doer e um contentamento descontente.
Nessa incógnita da vida a única certeza é a do saber que não se sabe.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Que eu viva, que tu vivas, que ele viva! Vivamos nós.

        
Você é daquelas pessoas que sofre por antecipação?

No caminho ficam muitas lágrimas, mas quando é chegada a hora, a pessoa não derrama uma lágrima sequer. São as controvérsias desta vida paradoxal.
Se sou paradoxal? Me disseram que sim, mas depende do contexto (eu acho).
Mais um ciclo encerra-se com louvor. As lágrimas são de alegria e saudade que pessoas especiais deixarão... Uma coisa é fato, se for para viver sem desafios, não posso chamar essa sobrevivência de vida. Sobreviver é fácil, todos os seres humanos sobrevivem, basta comportar-se de maneira adequada para com sua cadeia alimentar. Viver? Já é algo mais complexo, poucos sabem viver. Eu primeiro vivo. A sobrevivência é apenas um ato sequencial. 
Sobreviver vem do latim supervivĕre, significa continuar existindo. Muitas pessoas estão a sobreviver, sobrevivendo ou sobreviveram, não interessa se sua situação é no infinitivo, gerúndio ou partícipio passado, apenas vivem intransitivamente, sem nenhum complemento.
Viver é diferente. Viver é aproveitar a vida, é ter, é existir. É viver com, viver de, viver para algo... Quero viver, estou vivendo e tenho vivido! Porém prefiro que seja transitivo.
        
        "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Apenas sei que nesse tabuleiro de xadrez que é a vida, só saberei que peça eu sou quando derem xeque-mate!

         

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um pouco de chuva. Amor, Porquê? Meu amor se foi...

Dessa vez não desejo publicar nenhum tipo de poesia, prosa, música, muito menos algum texto com teor filosófico. Há dias que desejo simplesmente escrever sobre a vida, mas às vezes fico presa a determinados modelos de texto criados por mim como se fossem padrões que devem ser seguidos. Se fujo desses contextos penso que acabo fugindo do objetivo, mas paro e reflito: que objetivo seria este?
Se eu tentar falar, você não vai ouvir. Se eu fujir neste exato momento não iria resolver minha situação. Se você quiser partir, sei que não quero chorar, mas percebi que em determinados momentos a distância ajuda. Será que um dia essa tempestade vai passar? Eu quero lembrá-lo que um dia andamos juntos nas estrelas. Parecia que só queríamos amar e amar.
Acho que hoje eu tenho alguma certeza de que uma história nunca terá fim e não acabará agora. Tenho a esperança que um dia essa tempestade vai acabar...
Quando toda essa chuva passar e esse tempo melhorar você irá abrir a janela e ver que eu sou o sol... O meu amor é imensidão...
Ao mesmo tempo que sou totalmente independente e acredito não precisar de terceiros para conseguir muitas coisas, a não ser com meu próprio esforço, percebo que surge uma fragilidade imensa para outras questões. Quem dera se simples declinações latinas resolvessem a sentença da vida.
Afinal, o que somos? Nem sei a ambiguidade que está contida em cada linha, ou melhor, não sei qual das duas semânticas está sendo descrita. Eu poderia escrever linhas infinitas de palavras, mas os pensamentos voam e não acompanham a melodia da escrita. Amanhã terei a convicção de que não sei o que significa a maior parte destas palavras. Faço tanta análise, seja ela uma "tragédia brasileira" ou uma "festa", mas e a análise sobre mim? Quem faz? Se eu conseguisse...
No final é você que sempre acaba chorando sozinho, ouvindo uma melodia triste e compondo um texto para tentar se libertar...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O título que não se manifestou.

E se eu confessar que gostaria que o vento tomasse consciência das súplicas que pairam neste sistema circulatório? Aquilo que faz meu sangue pulsar está em decadência. Tudo o que sei não poderá modificar uma alma desesperada?
E se um sonho paralelo interferisse em uma realidade? Seria a prova de que determinados sonhos podem concretizar-se? Quais as consequências de um sonho concretizado? Seria eu uma espécie de Dom?
O que seria de fato?
Tudo o que é diacrônico permanece em mim, o tema está presente constantemente, o rema não passa de mera consequência...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vida em Poesia...

 
"Qual Canac e que à morte se condena,
Nūa mão sempre a espada, e noutra a pena.
os Lusíadas VII, 79, 7-8"
"Há uma separação entre os poetas e os amigos dos poemas? Entre os que fazem literatura e os amigos da literatura? Entre os que fazem literatura e os amantes da literatura? Poetas uni-vos, vistam suas camisas, lutem pela sua pátria, amem a arte da pena do escrivão... sejam poetas da vida, da Filosofia, da História, apenas mergulhem nesse mundo em que o poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve"[...].
Poetas, nessas mimeses da vida achamos a nossa verossimilhança e nos tornamos narradores protagonistas...
A vida é impenetrável assim como o Sol de cada dia...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O teatro da vida real...

Quando estamos assistindo a uma encenação, é algo tão real que conseguimos atingir, na maioria das vezes, o objetivo da peça. Nós, plateia, entramos na história, assumimos o papel de narrador onisciente, pois fazemos especulações sobre todas as cenas. Queremos antecipar o final com meros "achismos".
Quem disse que para ser ator precisa ter curso?
Atores, cada ser vivente que liberta o seu eu lírico interno, seja ele um Orfeu, uma Madrastra ou uma mera Cinderela, o que importa é atuar... simplesmente atuar.
Liberte-se, voe com Hermes, peça os truques de Ícaro, no labirinto não haverá Minouro algum, nem um tirano Minos proibindo-o de retornar para sua pátria...
Truques de encenação não há, somos atores e plateia do nosso próprio show, erros e acertos também fazem parte, até improvisos são bem-vindos. Tragédia grega ou brasileira, tanto faz, plurissignificação, mimese, verosimilhança não podem faltar. Como dizem os clichês cotidianos, somos 8 ou 80, tudo na nossa vida são relações lexicais de oposição ou equivalência, um verdadeiro jogo de antonímias e sinonímias... Se alguma condição de felicidade faltar-lhe ou alguma máxima ficar ausente, o importante é não romper com a face positiva.
Somos atores anônimos, sim, mas vivemos como poetas eternamente apaixonados. O paradoxo de Camões, as cantigas de Dinis e os sonetos de Morais não seriam capazes de explicar esse amor atento e com tal zelo...
Somos meros atores, onde nos bastidores do anonimato cada ser vivente liberta o eu lírico que os torna atores da vida...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pedaço de um relicário...

"Ah! Desditosa admiração...
Antes de iniciar qualquer escrita, gostaria de avisar que há muitos pensamentos para serem expressados neste espaço (i)limitado.
Para tentar começar, devo confessar que nessas últimas semanas passei por muitas oscilações.
Pausa para uma conversa paralela.
Alguns meses atrás, desejei escrever um texto declarando todos os anceios em relação a uma nova fase que poderia surgir. O problema é que se não passo para o papel todas as idéias no momento em que as penso, provavelmente não as escreverei em outro dia. Junto com essa vontade de escrever, apareceram alguns sentimentos, sendo eles os mais diversos. Receios, dúvidas, inseguranças e mais alguns. Tudo passou.
Desejei manter um diálogo e dar início a uma conversa relativa a esse texto ao qual eu pretendia escrever. Citei que outros estão apenas sentindo o que eu senti durante alguns anos, mas que um dia irá passar. Tentei manter um diálogo, pois desejava saber detalhes para passar confiança e acrescentar algumas coisas que possivelmente poderiam ficar de fora. Não foi possível. O diálogo não fluiu, portanto nada pode ser declarado.
Antes de dar início a qualquer etapa, na mente, muitas possibilidades se passam. Muitas ideias e possíveis sentimentos futuros passam a ser analisados e muitas vezes temidos. Nada aconteceu. Tudo ocorreu ao contrário. Nada está sendo diferente como haviam dito, há cadernos, porta, trabalhos, um quadro mais extenso, um único foco: ampliar todo e qualquer tipo de conhecimento e aperfeiçoamento de todo conteúdo. A única diferença se dá em pequenos detalhes. Deixarei abandonados, pois enquanto o significado de cada letra for lembrado com precisão, não haverá a necessidade de existir detalhes.
Retornando ao assunto principal.
O sentimento é algo ingrato. Eis aqui uma pequena descrição. Quando nos apegamos a algo, passamos primeiro por etapas, sendo o intervalo de tempo entre cada uma curto ou não, vai depender de cada indivíduo.
Vamos tentar nos aproximar o mais possível de cada fase.
Você conhece, analisa, aprova ou desaprova. Como se trata de aspectos positivos, você aprova. Você se identifica e sente um pequeno gosto, uma sensação que aquilo o agradou. Tem a impressão de que aquilo poderá lhe render algo positivo, porém para obter resultados mais convictos, precisa esperar até que chegue o dia seguinte. Apenas com o passar dos dias poderá afirmar se suas suposições eram certas.
Esse outro dia chegou. Ao terminar as tarefas, você percebe, ocasionalmente, que suas suposições iniciais eram as corretas e sente uma enorme sensação de satisfação. Você gostou, achou interessante e produtivo.
Com todos esses sentimentos que os agradam, as sensações aumentam até o ponto em que se descobre que você gostou daquilo exageradamente. Uma admiração cresce inexplicavelmente. Essa admiração é tão intensa que o faz desejar o dia seguinte novamente. Em apenas algumas horas você se apaixonou. A ansiedade deseja aparecer e pequenas palpitações começam a surgir consequentemente. Talvez a leitura seja mais demorada devido aos detalhes, porém os sentimentos agiram de uma forma muito rápida e eficaz.
Você analisou, gostou, admirou, se apaixonou. Ah, maldita admiração. Quando ela deseja aparecer, não pergunta se a queremos. Ela aparece e chega ao ápice para em seguida desaparecer e dar lugar a algo superior. Tudo começa na admiração. Já sabemos quem é a culpada.
A fascinação foi dominante. Já não consta na lista as oscilações, o sentimento definiu-se por completo. A paixão chegou. Talvez com o decorrer dos dias, algo seja menos intenso. Sempre passa. Uma época assim sempre tem sua queda.
É assim quando você começa a gostar de algo. Existe todo um processo, sendo pacato ou não. A variedade de fato existe. Por enquanto o estágio é intermediário, só nos resta esperar para saber se chegará ao avançado.
O avançado será o amor..."

Lembro-me que este texto foi escrito por mim ano passado, então o por quê das aspas se é meu? Para dar uma entonação que foi uma citação de citação já que hoje a maior parte dessas palavras se evadiram. Assim, como cita o trecho: [...] pequenos detalhes. Os deixarei abandonados, pois enquanto o significado de cada letra for lembrado com precisão, não haverá a necessidade de existir detalhes. Hoje vejo que não pensei na possibilidade de a memória faltar-me e eu perceber que cada letra não é lembrada com precisão, perdi a essência do contexto, triste ou não, enfim... Nota-se que mudei em pouco tempo e passei a colocar os pronomes após os verbos na produção escrita, rs, o estilo muda.
Acredito que este "estágio avançado" ainda não apareceu, seja lá o que isso queria dizer na época desta composição...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Peripécias de um poeta...

Há um poeta devaneador que anda solto por aí pregando peripécias. Primeiro decidiu escrever sobre uma bela atriz - cujo texto será colocado neste humilde espaço - não contente, sentiu-se intimado em planejar uma peripécia de última hora. Ele possuia poucos minutos, logo começou no mesmo instante a compor. Refletiu durante alguns segundos e no começo de sua folha escreveu:
Que Atena me ilumine!

29 de Abril de 2011, às 10h25min. aprox.

Flor do Campo

O poeta desloca-se de sua alcova.
Ultimamente tem andado agastado
com suas fúrias de amor.
Clama aos deuses do Olimpo
pelo amor de sua amada,
Afrodite, traga o amor
de minha deusa para acalentar
este pobre coração que encontra-se
em mortalhas.
Traga-me a flor de lótus,
coloque-a sobre a cabeceira do
meu leito e deixe as musas cantarem
sua canção para invocar o cupido.
A flor de lótus tocou-me a alma,
iluminou a mente obscura.
Fez perder-me de amor,
Orfeu levantou-se para encontrar
sua amada.
Essa flor tinha um coração,
era a deusa mais bela,
deixou um coração aquecido.
O poeta acabara de encontrar
a razão de sua existência.

O poeta deixa um recado: o cupido e suas musas andam soltas, suas peripécias não encerraram-se, qualquer um pode ser a próxima vítima de um poeta apaixonado pela vida...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um modelo plagiado!

 Sexta-feira, 15 de Abril de 2011, às 22h22min.
Querida Kitty, preciso confessar-lhe que a cada dia que passa deixo a minha teoria mais concreta de que o ser humano é inexorável. Até as palavras devem ser contadas para não se perder muito tempo. Quando a pressa é maior, elas simplesmente não são mencionadas, as pessoas esquecem de tanta coisa... Sabe, Kitty, agradeço pela paciência com as palavras jogadas ao vento, acho que ele não as acha tão ruim assim, senão ele devolveria no mesmo instante. Fico feliz em saber que posso contar com você a qualquer hora... ah, querida, se você pudesse ver o meu coração, o que faria por mim? É bom ver que um rascunho e uma velha caneta podem ser bons companheiros e consolam mais do que esperávamos.
Sábado, 16 de Abril de 2011, às 08h16min.
Querida Kitty.
Não sei, mas já há quase uma semana tenho sentido o coração estranho, juro que gostaria de saber explicar, mas não sei o que é. Sei que não é comigo, é como se fosse uma intuição, ou algo parecido, realmente não faço a mínima ideia. Peço que se estiver acontecendo algo, seja sincera comigo, conte-me o que há de errado.
Terça-feira, 19 de Abril de 2011, às 19h18min.
Se eu pudesse ler pensamento isso seria um dom ou uma maldição?
 
 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O flagelo de um coração...

Os atos são instintos cegos, vivemos da experiêcia vivida, talvez nada passe de uma mera cópia imperfeita do mundo das ideias, somos controlados por emoções. Há dias que gostaria de deixar de existir, refletir em um plano que não seja este. Penso que a cada dia meu coração poderia manter-se em estado de "a priori", porém Locke traria-me de volta a esta realidade. O que pode aquecer um coração? Afrodite saberia responder-me? O Olimpo está em greve. 
As palavras não acompanham a velocidade da escrita, as palavras evadiram-se.
O que sabe-se de um coração dolorido? Um coração que pode ferir-se com atos inúteis, ah! São apenas dias errados, o amanhã irá trazer um novo brilho pela manhã. Quem seria capaz de esmagar-me, quem? O coração, este é traiçoeiro... Tão traiçoeiro que ama o que não pode ser amado, ama quem não é amado, apenas ama.
Cantiga de amigo.
Qual é o poeta capaz de descrever-me tamanha injúria? Quem ousa explicar-me a razão do existir? Quem?
Doa-se um coração.
Fui exilar-me de mim!
 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Um conto sem ponto!

Se eu contar um conto 
voce me dá um ponto, 
e eu conto que encontrei-o 
no meio deste desencontro 
e monto um contraponto.
Desconto o desaponto e 
transmonto o semiconto.
Apronto com o miniconto,
reconto, confronto...
Você ri do meu conto,
começo um raconto
e digo:
- Ai, que tonto!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Segredos de liquidificador...

A chuva
c
  a 
     i
o vento p   a    s     s      a
o tempo marca
a cicatriz da nostalgia. 

Poeta Solitário

Libertei-me de toda e qualquer preocupação
que meu coração habitava em esperança, logo,
o desejo estará acompanhando a mesma trilha, pois
o passado deixara de ser algo para mim,
eu tornara-me um verdadeiro homem.

Hoje estou começando, existe uma espécie de sucessão
de presentes momentos, algo sempre estará acontecendo.
Morri e nasci diversas vezes, todo instante,
O que a morte pode oferecer-me?
Sou infeliz pelo futuro e atormento-me 
com o passado.

Tirei de um vazio esta miséria.
Minha infelicidade é extremamente nula,
este abismo que vivo engoliu tudo que me pertencia.
Um coração em ordem significa tranquilidade.

É simples colocar-se em ordem,
o trabalho penoso é manter-se nela...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Devaneios...

Eu irei guardá-lo em uma caixinha. Dentro dela você encontrará um coração, mas terá medo de se aproximar. Eu lhe contarei que este pertence a mim. Você deverá prometer-me que irá guardá-lo. Agora deixo-o responsável... sei que você cuidará dele e saberá com quais sentimentos deverá alimentá-lo... você saberá cuidar dele muito melhor do que eu... encarrego-o de dizer-me o que sentir. Se o mundo acabar amanhã, eu já não ligarei porque saberei que você estava aqui e que apenas precisávamos um do outro, assim, o resto do mundo apenas eram almas vagas que não pertenciam ao nosso mundo...

Viver para contar... 

Eu tenho uma história para contar.

As vezes fica tão difícil escondê-la direito.
Eu não estava preparada para a queda
Cega demais para conseguir enxergar o que estava escrito no muro.

Um homem pode contar mil mentiras
Eu aprendi bem minha lição.
Espero viver para contar o segredo que guardo
Até então ele estará queimando dentro de mim.

Eu sei onde a beleza mora.
Eu a vi uma vez
Eu sei o que ela dá.
A luz que você nunca conseguiria enxergar.
Brilha lá dentro, você não pode tirá-la de mim.

A verdade sempre acaba vindo a tona
Você manteve-a bem escondida.
Se eu viver para contar o segredo que eu aprendi, então
Será que terei essa chance novamente?

Se eu fugisse eu não teria força para
ir muito longe.
Como eles poderiam escutar
as batidas do meu coração?

Vai esfriar (vai esfriar?)
o segredo que eu escondo - vou envelhecer?
Como eles poderiam escutar?
Quando é que eles vão aprender?
Como eles vão saber?

Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Metamorfose...


Uma poetisa constantemente inconstante. Hoje ama, amanhã esquece, depois sofre e por último entrega-se à lamúria.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia-a-dia.

Manhã chuvosa.
O despertar.
O banho.
O café.
A aula.
O pensamento do dia.
A risada/ tristeza.
O sinal silencioso.
Tarde chuvosa.
O trabalho/ estágio.
A futura saudade.
A lágrima.
A Nostalgia.
Noite chuvosa.
O sono.
O sonho.
A morte interior.
A manhã chuvosa...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Poeta, homicida de si...

O poeta tentou lutar contra sua vontade de expressar-se, acreditou que a solução seria não escrever mais e abandonar as palavras. Agora o poeta rendeu-se e voltou às suas origens...

Ingrato!
Traiu-me. Acalentou meu espírito
E disse-me que minha alma
Descansaria. Presumo que tratava-se de uma armadilha,
Um plano perfeito.
A alcova está trancada, os pingos
De chuva podem ser ouvidos,
O poeta encontra-se blasé,
Seus gestos reclusos fizeram-no desditoso.
Nem as redondilhas novas ou velhas
Descrevem tamanha anedota psicológica.
O poeta duvida se algo já estava
Descrito no mundo das ideias
Para explicar tamanho descontentamento.
Ele disse que seus sentimentos
Seriam como um alaúde,
O passado estivera preparando
O futuro, o poeta
Não ficaria agastado.
Traidor, ingrato e caluniador,
Você, Coração, prometeu-me paz,
Conforto, até o dia em que
Deixou-me como a casa de Usher.
Iludiu-me, agora encontro-me como
Um coração despedaçado em poesia,
Você, Coração, deverá ser tratado
Com maiúscula alegorizante, assim
Será enfatizado o quão miserável são
Os seus atos, deve ser punido como
Um ser humano, orgão desprezível.
Traiu-me...
Com um tiro acabo de matá-lo,
Há um Coração sobre o assoalho,
A prova existente encontrada para tal ato abominável
Explica-se que para a traição
Não há perdão, o poeta vingou-se...