"O amor vem quase sempre contra a nossa vontade, e ainda contra nossa vontade se deixa ficar em nossos corações"
(Os dois amores)
No ensino superior, todos os trabalhos que escrevemos devem possuir uma fundamentação teórica. Não importa se você compreendeu o texto e fez sua própria análise. Para alguns docentes, a sua opinião pessoal é vazia. Sim, devemos achar um teórico que sustente as nossas palavras, mesmo se por acaso este não existir... Enfim, regras da vida acadêmica.
Ao longo dos semestres é incontável a quantidade de dados bibliográficos que nos são fornecidos. São diversos autores consagrados. Deuses gregos, a construção da língua, Grécia, Roma, civilização, variedade e preconceito linguístico, Descartes, Platão, Fiorin, Irandé Antunes etc.
Passamos por diversos conceitos e teorias. Existem teóricos e teorias para quase tudo, chega até ser incrível. Parece que cada uma das pessoas foram feitas para escrever sobre tudo o que se possa existir no mundo das humanas. O que é Linguística? O que é gramática gerativa? O que é semântica, pragmática e sintaxe? O que é transcrição fonética? O que é isso ou aquilo?
Para todos os tipos de conceitos existem livros e teóricos. Existe uma teoria para a teoria. Existe uma teoria para a palavra teoria.
Gosto dessa vida acadêmica. Gosto de verdade. Meu maior desejo: ter todos os livros da bibliografia básica e complementar! Teoria, cara Teoria.
Em meio a tantos conceitos e autores, encontro todas as respostas para as minhas dúvidas. Na estante, vários livros, até que um dia você começa e sentir determinadas coisas, a perceber algo diferente e pergunta:
- O que é amar?
Neste momento a estante está vazia...