Total de visualizações de página

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Libertas quae sera tamen"!



Liberdade, em filosofia, pode ser compreendida de duas maneiras. Sob a primeira perspectiva denota a ausência de submissão, servidão e de determinação; isto é, qualifica a independência do ser humano. Na segunda, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional; elemento qualificador e constituidor da condição dos comportamentos humanos voluntários.

'Cause I'm as free as a bird now
And this bird you cannot change...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sem poemas por hoje!


Estava lendo alguns textos antigos. Textos de um outro blog que já não existe, mas contou muito sobre mim quando existia. Não direi que o atual também não diz, mas a intensidade é menor e a subjetividade é maior. É interessante ver os processos pelos quais passamos durante nossa vida. Devido a isso, acredito que é tão importante escrever quase tudo que se sente, pois mesmo depois não entendendo tudo, pelo menos você poderá ver o quanto mudou ou não. Sim, mudei bastante e a maior prova disso são meus textos que considero antigos. O ano de 2009 não é tão distante assim se for analisar, mas em quatro anos uma pessoa pode mudar bastante. Muitas coisas podem acontecer em quatro anos. Quatro anos, essa é a idade que teria o meu outro blog se ainda existisse. Não acredito que já se passaram tantos anos assim...
Enfim, são nessas horas que percebemos o quanto inexorável é o tempo. Ele passa e nem percebemos. É por este motivo que os árcades clamavam pelo carpe diem (sua origem foi com Horácio). Definitivamente, amo os petas latinos, pois estes já eram dotados de uma sabedoria sem tamanho. O que fizemos foi apenas aperfeiçoar o que já existe e, o Tempo tem provas de tal ato.
Cronos vai embora e as lembranças ficam... o maior resultado: a saudade. Poderia até escrever sobre meus pensamentos e sentimentos... qualquer um pode saber de tudo que acontece conosco, mas as lembranças... estas sempre serão exclusivas e completamente pessoais. Ame, sonhe, sorria, chore, grite, carpe diem, quam minimum credula postero, pois a lembrança é o que há de mais valioso em nós e isso Tempo nenhum pode se apossar!

terça-feira, 12 de junho de 2012

a (média) = a (instantânea) = V/t


No dia de hoje, gostaria de fazer um brinde aos meus amores e, as minhas paixões... ah... uma equação de movimento uniformemente variado!
No MUV, a aceleração é constante em qualquer instante ou intervalo de tempo, isto é, dependendo do dia, da situação e com quem se encontra!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Wer die Wabl hat, hat die Qual.



A partir do momento que você, Leitor, determina optar por uma escolha, está automaticamente anulando a outra. Assim, você nunca saberá o que aconteceria se acaso tivesse escolhido a outra. Mas assim como os ímãs, nossas vidas são pólos bipartidos. É necessário correr o risco e optar pelo certo ou o errado. Mas quem define o que é certo ou errado? Talvez não será você e, sim, aquele que receberá a escolha feita por você.
E assim vamos vivendo... nas nossas escolhas, apenas Cronos apontará o êxito! O homem é muito exato em toda esta inexatidão.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Auto-retrato alheio.



Don't make me sad, don't make me cry
Sometimes love's not enough
When the road gets tough
I don't know why
Keep making me laugh,
Let's go get high
Road's long, we carry on
Try to have fun in the meantime

Come and take a walk on the wild side
Let me kiss you hard in the pouring rain
You like your girls insane
Choose your last words
This is the last time
Cause you and I

We were born to die

domingo, 6 de maio de 2012

Era uma noite...

... e um garoto fechou o seu livro de poesia. Ele gostava de ler sobre poetas do mal-do-século e todo o romantismo contido em qualquer folha. Ele gostava de empregar metáforas sobre deuses gregos.
Ele gostava de andar na chuva. Ele gostava de literatura e de história da arte.
Ele gostava do amor.
Ele gostava de conhecer as verdades. Ele, talvez, se decepcionou.
Ele morreu.

(Embaixo do travesseiro havia um Werther).


terça-feira, 17 de abril de 2012

A menina que não roubava livros.

Três anos atrás. Um livro lido. Trechos anotados. Uma promessa. Isso tudo para escrever quando lhe acontecesse.
Posso lhe jurar que nós duas nos reconhecemos naquele exato momento. Eu a conheço, pensei. Ela não recuou nem tentou combater-me. Será que ouviu meu maldito bater circular do coração, girando como o crime que ele é em meu peito mortífero? Não sei, mas ela me conhecia, fitou-me cara a cara e não desviou o olhar.

Uma singela conclusão. Um trecho que não fora anotado: O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior.

Silêncio: ausência de som ou ruído. Vocábulos correlatos: quietude, calma, paz.

Toda promessa deve ser cumprida, mesmo se anos já se passaram!

domingo, 8 de abril de 2012

Notas de rodapé de um narrador-personagem.


Não! Eu não quero que me entendam, até mesmo porque nem eu sou capaz de tal proeza. Apenas peço que respeitem os meus amores, as minhas paixões, as minhas iras, os meus receios, os meus devaneios, os meus (des)apegos, as minhas vidas, os meus mundos, os meus locus e minhas possíveis (in)diferenças. Qualquer um pode entrar no meu mundo, mas quem permanece, apenas eu decido.
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando.


She expected the world...
And dreamed of paradise 
Every time she closed her eyes!

quarta-feira, 28 de março de 2012

As certezas das incertezas.


Às vezes parece que a vida resume-se exatamente nisso.

(Terça-feira, 21 de Junho de 2011


[...]
Apenas sei que nesse tabuleiro de xadrez que é a vida, só saberei que peça eu sou quando derem xeque-mate.)

Eu descobri!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Entre um intervalo e outro. Na aula!

(Gustave Courbet)

A diferença entre caráter e temperamento. Segundo teorias de sala de aula, caráter é construído por meio do contexto social, dependendo da educação, da cultura, da família em que o indivíduo é submetido. O ser humano não nasce com o caráter, pois este é constituído com o tempo. Temperamento já nasce com o indivíduo. Você identifica nos atos assim que nasce. Não identifico tanta distinção assim no campo semântico, mas...
Para mim o indivíduo é um mero personagem dominado ao máximo por seus nervos e por seu sangue, desprovido de livre arbítrio, arrastado a cada ato de sua vida pela fatalidade da carne. Isto tudo é um trabalho surdo das paixões.
Se para os realistas e/ ou naturalistas o amor é uma patologia, é uma doença, então começarei a preparar meu leito, pois para minha doença não há cura.
Afinal, a paixão é um bem ou um mal? Nenhum! Ela é apenas vista como um viés positivo ou negativo, vai depender do ponto de vista de cada realidade.
O coração não passa de um romance experimental, um romance de tese. Ah é? Pobre ingênuo o leitor que confiar plenamente nessa mera afirmação sem algum tipo de dado bibliográfio.
É extremamente complicado descrever o coração de um poeta. Passar para o papel sentimentos abstratos exige uma complexidade muito elevada. Os motivos? Os mais diversos possíveis... ausência de semas adequados, ausência de coragem, enfim, que o leitor decida a opção que mais lhe apetecer.
E assim vou vivendo com minhas patologias...

terça-feira, 20 de março de 2012

Entre os suspiros do vento...


"O amor vem quase sempre contra a nossa vontade, e ainda contra nossa vontade se deixa ficar em nossos corações"
(Os dois amores)

No ensino superior, todos os trabalhos que escrevemos devem possuir uma fundamentação teórica. Não importa se você compreendeu o texto e fez sua própria análise. Para alguns docentes, a sua opinião pessoal é vazia. Sim, devemos achar um teórico que sustente as nossas palavras, mesmo se por acaso este não existir... Enfim, regras da vida acadêmica.
Ao longo dos semestres é incontável a quantidade de dados bibliográficos que nos são fornecidos. São diversos autores consagrados. Deuses gregos, a construção da língua, Grécia, Roma, civilização, variedade e preconceito linguístico, Descartes, Platão, Fiorin, Irandé Antunes etc.
Passamos por diversos conceitos e teorias. Existem teóricos e teorias para quase tudo, chega até ser incrível. Parece que cada uma das pessoas foram feitas para escrever sobre tudo o que se possa existir no mundo das humanas. O que é Linguística? O que é gramática gerativa? O que é semântica, pragmática e sintaxe? O que é transcrição fonética? O que é isso ou aquilo?
Para todos os tipos de conceitos existem livros e teóricos. Existe uma teoria para a teoria. Existe uma teoria para a palavra teoria.
Gosto dessa vida acadêmica. Gosto de verdade. Meu maior desejo: ter todos os livros da bibliografia básica e complementar! Teoria, cara Teoria.
Em meio a tantos conceitos e autores, encontro todas as respostas para as minhas dúvidas. Na estante, vários livros, até que um dia você começa e sentir determinadas coisas, a perceber algo diferente e pergunta: 
- O que é amar?
Neste momento a estante está vazia...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fui um doudo em sonhar tantos amores...


Após uma aula com tantos conceitos e filosofias, penso que você poderá escolher a doutrina que mais lhe apetecer. Darwinismo, positivismo, determinismo, enfim... Apenas pense que determinar é diferente de influenciar. O seu coração é movido pelo quê?
Ah, destino querido, sempre pregando peças e brincando de marionete com esse frágeis seres humanos... O instinto atua no comportamento humano... e quem disse que possuímos livre arbítrio?
Os instintos dominam...

Fui um doudo em sonhar tantos amores...
              Que loucura, meu Deus!
Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato,
              Todos os sonhos meus!

E ela, triste mulher, ela tão bela,
              Dos seus anos na flor,
Por que havia de sagrar pelos meus sonhos
              Um suspiro de amor?

Um beijo - um beijo só! eu não pedia
               Senão um beijo seu
E nas horas do amor e do silêncio
               Juntá-la ao peito meu!
[...]
Ah, querido Álvares!!!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amor Omnibus Idem?

 (Mel Odom)

E nesta doce lira dos vinte anos não se sabe se ttolo coração não passa de uma cantiga de amigo, amor ou puro escárnio. Toda essa vassalagem amorosa ultrapassa os limites da mesura. Quem dera se acaso uma Catábase fosse fornecida para que encontrássemos a tão esperada sabedoria que Ulisses encontrou. Que Dante desça aos infernos, que Gil construa quantas barcas forem necessárias, o inferno é terreno. Este coração é um inferno. Consílio dos Deuses, Gigante Adamastor, Ilha dos amores, quem disse que vivemos em equíbrio? Vivemos inconstantemente oscilando entre locus horrendus e locus amoenus. Carpe Diem? Em qual ponto de vista? O que seria e como se faria isso? É puramente subjetivo e talvez ambíguo.
Ah, o amor... uma espada de dois gumes. Ou confessa ou morre com ele, e acreditem, há muitos que preferem morrer com ele.
O jovem Werther encontrou a solução na sua possível "ficção". Castelo Branco encontrou a solução na vida real. Ambos mortos por um tiro das próprias mãos!
"Amemos! quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos[...]
Quero viver um momento, 
Morrer contigo de amor" 
Este frívolo texto? Quem dera fosse uma declaração de amor romântica, sem procurar a justa forma do que lhe vem de forma assim tão caudalosa... Quando te vi, eu bem que estava certo. E eu vivo eternamente de amores!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Qué es la vida?


Qué es la vida? Un frenesí.
Qué es la vida? Una ilusión.,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño;
que toda la vida es sueño,
y los sueños, sueños son.

- Vai durar? Vamos fazê-la durar, a felicidade?
- Não pode durar - disse ele, suavemente. - Toda felicidade é fugaz. Uma exceção, um contraste. Mas temos que reavivá-la, de vez em quando, não permitir que se apague. Soprando, soprando a chaminha.
- Começo a exercitar meus pulmões desde agora - exclamou Lucrecia. - Vou deixá-los como foles. E, quando começar a se apagar, lançarei uma ventania que a levante, que a infle.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Só por teus olhos viver eu podia!

De mim não saberás como te adoro;
Não te direi jamais,
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega
Esta paixão voraz!...

- Vai, poeta. Diga-me onde está toda a formosura da bela donzela e eu te direi os segredos do coração.
 - Fui, doce jasmim e encontrei na beleza da donzela toda a doçura e encanto de uma pétala de rosa.
- E o que fez com os espinhos?
- Apertei!
- Como pode cometer tal ato insano?
- Os espinhos servem para ensinar.
- Ensinar o quê? A dor? (tom irônico)
- Ensinar o amor!
- Seja menos metafórico, assim o compreenderei.
- Perdão, deixei-me levar pelo êxtase, nas metáforas e nas declamações! Ser incompreendido é o destino de muitos de nós.
- Pois bem, explique!
- Ás vezes o amor é assim, bonito por fora, como uma rosa, porém quando nos aproximamos ganhando sua confiança, quando tocamos pode doer e fazer sangrar! Se desespera, grita, chora até cessar a dor.
- E a moral disso tudo?
- É simples, meu amigo, há duas opções: continua apertando bem fundo para ver o quanto pode sangrar, ignorando os defeitos dessa rosa, focando-se nas qualidades sem desistir para ver que às vezes o caminho árduo traz êxito. Ou apenas pode cortar a rosa e colocá-la em um vaso, porém não poderá tocá-la até o dia que murchar e morrer sozinha, assim ninguém irá se machucar.
- E se eu não declarar esse amor à amada?
- Isso dependerá da razão de cada um, meu caro amigo.
- E qual é a razão?
- Às vezes o amor é assim... nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê... porque o amor é assim mesmo... Sente-se apenas! Cabe a você saber por quem valerá à pena lutar!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Verba volant... scripta manent!


Precisaria dizer-lhe, meu amigo, a você que sofreu vezes vendo-me passar da tristeza ao desregramento, e de uma doce melancolia a uma paixão devoradora? Também, trato meu pobre coração como se fosse uma criança doente: dou-lhe tudo o que pede. Mas não diga a ninguém: há pessoas que não me compreenderiam.
A poesia, as palavras de um poeta permanecem, mesmo Cronos sendo este ser tão inexorável! Ninguém me tira o coração!